sexta-feira, 30 de abril de 2010

ESTATUTO DO HOMEM

(ATO INSTITUCIONAL PERMANENTE)
ARTIGO I
Fica decretado que agora vale a verdade, que a gora vale a vida e que, de mãos dadas, trabalharemos todos pela vida verdadeira.
ARTIGO II
Fica declarado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de Domingo.
ARTIGO III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde, onde cresce a esperança.
ARTIGO IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confiar no campo azul do céu.
ARTIGO V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
ARTIGO VI
Fica estabelecido, durante dez séculos a prática, sonhada pelo profeta Isaías: o lobo e o cordeiro pastarão juntos, e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
ARTIGO VII
O homem confiará no homem como um menino confia em outro menino.
ARTIGO VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à plantão milagre da flor.
ARTIGO IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha, no homem, o sinal de seu suor. Mas que, sobretudo, tenha sempre o quente sabor de ternura.
ARTIGO X
Fica permitido a qualquer pessoa, a qualquer hora da vida, o uso do traje branco.
ARTIGO XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
ARTIGO XII
Decreta-se que nada será obrigado ou proibido. Tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
PARÁGRAFO ÚNICO:
Só uma coisa fica proibida: “Amar sem amor”.
ARTIGO XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras...Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
ARTIGO FINAL
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida do dicionário e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante, a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, ou como a semente do trigo, e sua morada será o coração do homem.
Autor Desconhecido

terça-feira, 13 de abril de 2010

ESPERANÇA

DIZEM QUE A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE
SERÁ?
ESPERANÇA!
ESPERANÇA QUE SE TORNA EM COR VERDE.
O VERDE DA MATA, O VERDE DA ECOLOGIA, O VERDE DA ESPERANÇA.

MAS, SERÁ QUE A ESPERANÇA É A ULTIMA QUE MORRE?
NÃO! NÃO CREIO NISSO!
PRA MIM, A ESPERANÇA RENASCE TODOS OS DIAS, NOS BERÇOS.
DIZEM QUE ENQUANTO HÁ VIDA, HÁ ESPERANÇA.

MAS ONDE ESTÁ ESTA ESPERANÇA?
OLHE NO MUNDO E VERÁS,
A ESPERANÇA EXISTE!
NOS MOTORISTAS, COM OS PROFESSORES, MÉDICOS, ADVOGADOS.
A ESPERANÇA EXISTE!
NO TRABALHADOR RURAL, NOS ESTUDANTES, NOS COMERCIANTES.
A ESPERANÇA EXISTE!
NO OLHAR, NO ANDAR, NOS BRAÇOS, NO CORPO DE UM POVO SOFRIDO.
E, EM QUEM BUSCA UMA ESPERANÇA DE UMA VIDA MELHOR.

AUTOR: OZIEL DIONISIO DE MIRANDA