domingo, 8 de dezembro de 2013
Fragmentos Outubro/Novembro/Dezembro
Se temos o gosto por esses engajamentos superficiais, se temos o desejo de reencontrar outros homens numa ação comum, nada no cristianismo impede de escolher uma ação liberal ou cooperativa ou socialista, com a condição de guardar o sentido do relativo e o exato ceticismo para receitas inadequadas – condição sobretudo de não fazer desta ação a consequência direta e natural da fé cristã. Fique claro que pode parecer decepcionante não se possuir um sistema que corresponda exatamente à fé e a doutrina dos cristãos. Mas atenção, o que é decepcionante não é o cristianismo, é o Sistema.
Jacques Ellul – (1912-1994)
Filosofo / Sociólogo e Teólogo Cristão francês.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
FRAGMENTOS DE SETEMBRO
Respeite a natureza, mas não há garantias de que ela o respeitará de volta.
Ditado Islandês
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
TRAUMAS / Roberto Carlos
Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade
Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer
Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
Do meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender
Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido
Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar
Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci
Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver
Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir...
Sempre choro quando escuto essa música, tento segurar mais é incontrolável, as lagrimas correm, mesmo sem querer, lembro da minha infância, da luta do meu pai em criar os filhos da melhor maneira possível, me lembro certo dia que meu pai chegou do trabalho, (trabalhava na RFFSA, Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima), era maquinista da qual até hoje se orgulha, e pouco tempo depois chegava um carro da empresa convocando para trabalhar na madrugada devido a um descarrilamento de um trem, pai questionou no meio de tantos qual o motivo de ter sido “premiado”, a resposta foi que outros estavam bêbados, ou não tinham conseguido entrar em contato com outro, e o outro critério pai não bebia, sabiam que o meu pai era evangélico. Me lembro que uma vez encontrei ele com os olhos lacrimejados pela ameaça de sair da empresa por causa das malditas privatizações e dizendo que só sabia dirigir trem.
Mundo de sonhos e fantasias, hoje me, vejo pai e tendo que fantasiar a vida para meu filho que um dia vai crescer e descobrir que vida não é só doce mais algumas amarguras.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Cristianismo anárquico sob o olhar de Jacques Ellul
Jacques Ellul, nasceu no ano de 1912 em Bordeaux, na França, morre em 1994, teólogo, professor, cientista político, sociólogo e acima de tudo anarquista cristão. Ellul integra a Resistência Francesa, movimento de resistência ao domínio alemão em sua terra, foi um grande ativista social.
Ellul nos faz pensar sobre o poder, para quê serve o poder? Para quem serve o poder? Quem as utiliza? e como as utilizam? Dentro da perspectiva do livro, Anarquia e Cristianismo, nós estamos muito aquém do cristianismo primitivo. Onde hoje vemos o Estado dentro da Igreja, quando falo Estado, atribuo pessoas que exercem o poder de Estado e com este mesmo Poder exercem influência dentro das instituições religiosas.
Com este olhar insubmisso de Jacques Ellul, sobre o “poder”, me lembro que existe na nossa sociedade hoje instituições religiosas que seguem essa linha de raciocínio. Resumindo o que Jacques Ellul tem a nos dizer e que toda tentativa de fazer justiça produzirá injustiça.
Recomendo a leitura deste livro e você não ficará indiferente após uma leitura fácil e agradável.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
CENAS DE JUNHO
Cena I
Apesar de estar hiper atrasado para comentar sobre os manifestos de junho onde todos pseudo-intelectuais, os intelectuais e os que pensam ser, já manifestaram seu ponto de vista, memória e imagens entrarão na história para os futuros cadernos de tese.
Cena II
Neste período tive uma aula de cidadania, estava no caminho do trabalho, dentro do ônibus e uma senhorinha, estava oferecendo o seu lugar para um senhor de idade sentar, ele tinha uns 75 anos ou mais, ela parecia ser mais velha, o velhinho ficou atordoado com a atitude da senhora e implorando, pedia que ela não fizesse tal procedimento.
Cena III
Outro momento marcante aconteceu durante a Copa das Confederações, onde brasileiros torciam pela Seleção Brasileira enquanto outros patriotas protestavam e apanhavam de outros brasileiros. De qual lado ficar?
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Fragmentos Junho /Julho / Agosto
"Você jamais saberá o quanto Jesus é a única coisa que você precisa, até que Ele seja a única coisa que lhe resta."
Autor desconhecido
“Muitas pessoas viveram sem amor, mas nenhuma sem água.”
Poeta inglês W.H.Auden
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Caiçara do Rio do Vento
Caiçara do Rio do Vento está localizado na microrregião de Angicos, limita-se ao norte com o municipio de Jardim de Angicos, ao leste com Bento Fernandes e Riachuelo, ao sul São Tomé e ao oeste Lajes.
Fui poucas vezes a Caiçara do Rio do Vento, mais aprendi a amar e gostar desta terra, onde minha mãe nasceu Maria Beatriz Dionisio de Miranda, terra da minha vó Francisca Dionisio Câmara conhecida por novinha, casada com meu avô Francisco Bernardo conhecido por Chico Bernardo.
O Rio do Vento é uma região que sofre longos períodos de estiagem, onde foi povoada por povos indígenas, conhecidos por tapuias. A ocupação teve seu início em meados do século XVIII, por volta de 1734, quando a pecuária foi introduzida na região por Manoel Rodrigues Coelho, proprietário da Data Olho d`água da Gameleira. Caiçara do Rio do Vento comemora seu aniversário em 19 de janeiro data da emancipação política que ocorreu no ano de 1963.
Segundo a minha mãe, perto do Mercado Público existia uma feira onde minha vó vendia bolo. Aliás clamo as autoridades de Caiçara que não destruam um patrimônio histórico daquela envergadura, um museu seria uma boa alternativa.
Sempre que estou conversando sobre os municípios do Rio Grande do Norte, alguém fala que o nome Caiçara do Rio do Vento é um dos nomes mais poéticos e bonitos do Estado, recordo neste momento do cantor Ismael Alves que me fez esta declaração. Está aí uma campanha para os governantes do município, declarar a cidade com o nome mais poético e bonito do Brasil.
Como pensar não paga imposto, a novela Flor do Caribe, têm um lugar chamado Vila dos Ventos, quem sabe se não está aludindo a nossa Caiçara do Rio dos Ventos?.
Fui poucas vezes a Caiçara do Rio do Vento, mais aprendi a amar e gostar desta terra, onde minha mãe nasceu Maria Beatriz Dionisio de Miranda, terra da minha vó Francisca Dionisio Câmara conhecida por novinha, casada com meu avô Francisco Bernardo conhecido por Chico Bernardo.
O Rio do Vento é uma região que sofre longos períodos de estiagem, onde foi povoada por povos indígenas, conhecidos por tapuias. A ocupação teve seu início em meados do século XVIII, por volta de 1734, quando a pecuária foi introduzida na região por Manoel Rodrigues Coelho, proprietário da Data Olho d`água da Gameleira. Caiçara do Rio do Vento comemora seu aniversário em 19 de janeiro data da emancipação política que ocorreu no ano de 1963.
Segundo a minha mãe, perto do Mercado Público existia uma feira onde minha vó vendia bolo. Aliás clamo as autoridades de Caiçara que não destruam um patrimônio histórico daquela envergadura, um museu seria uma boa alternativa.
Sempre que estou conversando sobre os municípios do Rio Grande do Norte, alguém fala que o nome Caiçara do Rio do Vento é um dos nomes mais poéticos e bonitos do Estado, recordo neste momento do cantor Ismael Alves que me fez esta declaração. Está aí uma campanha para os governantes do município, declarar a cidade com o nome mais poético e bonito do Brasil.
Como pensar não paga imposto, a novela Flor do Caribe, têm um lugar chamado Vila dos Ventos, quem sabe se não está aludindo a nossa Caiçara do Rio dos Ventos?.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
FRAGMENTOS ABRIL/MAIO
"Não conheço maior crime do que matar o que luta para nascer."
Henry Miller.
escritor americano
Publicado pela revista Ultimato
janeiro fevereiro 2011 Ano XLIV
N° 328
Henry Miller.
escritor americano
Publicado pela revista Ultimato
janeiro fevereiro 2011 Ano XLIV
N° 328
sexta-feira, 29 de março de 2013
FRAGMENTOS: FEVEREIRO/MARÇO
Deus,
existe? A vida tem sentido? O universo tem uma face? A morte é minha irmã”? Ao
que a alma religiosa só poderia responder: “Não sei. Mas eu desejo ardentemente
que assim seja. E me lanço inteira. Porque é mais belo o risco ao lado da
esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido...”
O QUE É RELIGIÃO?
Edições Loyola
4º edição: março de 2002
Rubem
Alves
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
HINO DO ALECRIM
Uma pequena homenagem ao meu alviverde
AUTOR: dozinho
O huip hurra ao nosso bicampeão
Todo povo te saúda de alma e coração
Bate olé no gramado com o adversário seu
Alecrim Futebol Clube você é meu (Bis).
É voz geral da torcida potiguar
O negócio só tem graça se o Alecrim jogar
Dá gosto ver
Os meninos traçando o bolão pra valer
Deixando o adversário
Sem nada pra poder fazer
Olé!
AUTOR: dozinho
O huip hurra ao nosso bicampeão
Todo povo te saúda de alma e coração
Bate olé no gramado com o adversário seu
Alecrim Futebol Clube você é meu (Bis).
É voz geral da torcida potiguar
O negócio só tem graça se o Alecrim jogar
Dá gosto ver
Os meninos traçando o bolão pra valer
Deixando o adversário
Sem nada pra poder fazer
Olé!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
FRAGMENTOS DE JANEIRO
O sexo pode ser adiado, transferido,
sublimado noutras atividades absorventes
e compensadoras. O estômago não.
Luiz da Câmara Cascudo
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Aqui por qualquer motivo ou sem motivo
Justificado, vão trocando de lugar as estátuas,
Num verdadeiro turismo de bronzes.
Lauro Pinto
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O mapa do Rio Grande do Norte se parece
Muito mais com uma cabeça da formiga de roça
ou com a casca do caranguejo. Mas não queremos
ser o elefante.
François Silvestre
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
ALGUMAS INQUITAÇÕES
Já tem algum tem tempo que pessoas de boa vontade ou má fé, me inquietam sobre vários temas teológicos, um desses assuntos que sempre estão batendo em minha porta e a famosa temática de dízimos e ofertas. Estou pastoreando vai fazer dois anos se a vontade divina conceder e os membros. Muitos vão a te dizer é novo, verde, imaturo, ta cheirando a leite.
Trabalho com crentes velhos digo crentes de muito tempo na fé, que já conhecem o be-a-bá do Evangelho. Questionam os motivos de não falar de dízimos e ofertas na hora do culto. Creio que não é preciso ficar esbravejando nos quatros cantos da parede da igreja sobre bênçãos dos que dizimam ou não. Não quero ser mais um na multidão de pastores que vivem usando os seus púlpitos para falar sobre um assunto já batido e rebatido por todos.
Creio eu que crentes já justificados pelo sangue de Jesus, já faz isso deliberadamente sem precisar a ser constrangido ou está empunhando a Teologia do Terror “olha se você não dizimar é ladrão, e ladrão vai para o inferno” ou outra expressão “quem não ofertar ou dizimar, os seus filhos ou netos vão ficar doentes, e terão que gastar mais do o próprio dízimo”.
Não! Definitivamente não! Mil vezes não!
Não quero usar esse tipo de teologia, que diz “irmãos dê mil reais, que Deus vai te dar dez mil”. O Deus a quem eu sirvo não é dono de bolsa de valores, bancos ou derivados. A igreja que eu quero é a que dá com alegria, com prazer, sabendo que a recompensa vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Trabalho com crentes velhos digo crentes de muito tempo na fé, que já conhecem o be-a-bá do Evangelho. Questionam os motivos de não falar de dízimos e ofertas na hora do culto. Creio que não é preciso ficar esbravejando nos quatros cantos da parede da igreja sobre bênçãos dos que dizimam ou não. Não quero ser mais um na multidão de pastores que vivem usando os seus púlpitos para falar sobre um assunto já batido e rebatido por todos.
Creio eu que crentes já justificados pelo sangue de Jesus, já faz isso deliberadamente sem precisar a ser constrangido ou está empunhando a Teologia do Terror “olha se você não dizimar é ladrão, e ladrão vai para o inferno” ou outra expressão “quem não ofertar ou dizimar, os seus filhos ou netos vão ficar doentes, e terão que gastar mais do o próprio dízimo”.
Não! Definitivamente não! Mil vezes não!
Não quero usar esse tipo de teologia, que diz “irmãos dê mil reais, que Deus vai te dar dez mil”. O Deus a quem eu sirvo não é dono de bolsa de valores, bancos ou derivados. A igreja que eu quero é a que dá com alegria, com prazer, sabendo que a recompensa vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
FELIZ ANO NOVO, FELIZ ANO BOM
Gostaria de
pedir desculpas aos poucos que me seguem, pela ausência no blog,
este ano vamos ser mais
cuidadosos com a nossa pagina eletrônica. Tentarei ser mais presente, no nosso
mundo de fragmentos.
E tem que ser
assim, o mundo cheio de pensares, se não ficaria sem graça, com este mundo
mono.
Terminando assim
essa introdução do ano de 2013, que já estou atrasado, desejando Um Feliz Ano
Novo e um Feliz Ano Bom.
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