quarta-feira, 27 de julho de 2011

DEPOIMENTO DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO


_ “Minha vida todo mundo conhece. Vinte e três anos de reclusão alteraram meu destino. Mas, diga lá fora, que nunca roubei, nem desonrei ninguém, e, se matei alguma pessoa, foi em defesa própria, evitando cair nas mãos de inimigos”.

_ “A justiça dos homens me condenou. A justiça da revolução de 30 me absolveu, dando-me liberdade. A doença agora me prende e eu tenho que aguardar o pronunciamento da justiça de Deus. É ela maior de que todas as justiças da terra”.



FONTE:

FERNANDES, Raul. Antônio Silvino no RN. Natal: Ed. Clima, 1990.

DIANTE DO TRONO EM NATAL - UMA BREVE PALAVRA

Recebi recentemente este E-mail e creio que muitos receberam, mais o que é bom tem que ser publicado mais uma vez, parabéns Pr. Mardes Silva pela sua reflexão.


Sou um dos pastores da cidade que não se empolgaram muito com a vinda do grupo gospel para Natal. Apesar de apreciar algumas de suas canções, minha reserva é cunho teológico, político e ético.



Começo pelo político: a vinda do grupo é resultado de um processo de articulação política em que o poder público municipal banca praticamente todas as despesas do evento com a justificativa que atrairá milhares de pessoas, muitas oriundas de outros Estados, favorecendo o turismo local. Ainda que o argumento seja verdadeiro, não se pode ignorar que o Brasil é um Estado constitucionalmente leigo e a separação entre o Estado e Religião devem ser plenamente respeitados.



Portanto, nenhuma esfera de poder público brasileiro deveria bancar qualquer evento religioso, seja evangélico, católico, espírita ou de outra religião qualquer.



Segundo: minha reserva é ética, porque diante de tantas necessidades na cidade o dinheiro público não deveria beneficiar uma comunidade religiosa em particular e os evangélicos deveriam não apenas compreender, mas serem os primeiros a abrir mão dessa possível vantagem, exceto as que são responsabilidades do Estado como por exemplo, disponibilização e segurança do espaço público para realização do evento.



E teológico, porque mesmo sem concordar com a teologia do grupo declarada em suas músicas respeito o direito de crerem e se expressarem, mas permito-me a critica quando chega às raias do absurdo como no dia que a cantora andou de quatro no chão como que imitando um leão (ou seria uma leoa?) e/ou noutra ocasião quando declarou que Deus a teria orientado para comprar uma bota de couro de cobra pitom porque foi uma serpente que enganou Eva no paraíso e para “esmagar o Exu Boiadeiro” de uma cidade do interior de SP. Alguém deveria ter dito pra cantora que no Brasil é proibido o uso de peles de animais da fauna para roupas ou botas.



Eu a vi e ouvi dizer na TV que o evento seria para declarar que a cidade e a praia eram do Senhor e portanto, iriam devolvê-la a Ele. Quanta presunção!!! E quem disse que não era? A Bíblia já afirmava isso há muito tempo: Salmo 24.1: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e tudo que nele habita!”



Por fim, seria ótimo que um evento dessa envergadura reunisse milhares de pessoas numa atuação profética nos moldes bíblicos, denunciando a miséria, pobreza, injustiça social, corrupção, desigualdade social dentre outros males sociais, que se forem trabalhados com devida seriedade produziriam uma sociedade mais justa, segura e acolhedora para todos.



Como não tenho esperança que isto aconteça, provavelmente o evento se reduzirá apenas a entretenimento gospel e ajuntamento político ideológico com seus representantes “fazendo média” com o público fã do ministério de louvor.



Que pena...



Pr. Mardes Silva



segunda-feira, 25 de julho de 2011

UMA ANALISE DA TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO



       A transfiguração de Jesus no Novo Testamento é comentada nos três Evangelhos sinópticos, em Mt 17.1-8; Mc 9.2-8; Lc 9. 28-36. Sua ausência do evangelho de João é usualmente explicada à base que a vida inteira de Cristo foi uma manifestação da glória divina (Jo 1.14; 2.11, etc). Encontramos referência à transfiguração em 2 Pe1.16-18. Sobre o significado de transfiguração no grego, metamorphóomai, “transformar”, “transfigurar”. Esse vocábulo grego é usado por duas vezes acerca da transfiguração de Jesus (Mt 17.2 e Mc9.2), e usado depois duas vezes acerca da transformação ocorrida nas vidas dos crentes, por meio das operações divinas (Rm 12.2; 1Co3.18). Segundo Russel Norman, Lucas não usa o verbo especifico “transfigurar”, mas apenas diz que a aparência de Cristo ficou “diferente”.

       Nos Evangelhos sinóticos o evento teria tido lugar cerca de uma semana depois da confissão de Pedro sobre o caráter messiânico de Jesus. Ele escolheu dentre eles, três discípulos mais chegados, Pedro, Tiago e João, e levou-os a um monte (provavelmente o Hermon, que se eleva a uma altura de cerca de 3.000 metros acima do nível do mar) e as suas vestes brilharam com resplendor. Então Moises e Elias aparecem e falavam com ele, quando Pedro sugeriu que fizessem três tendas para os três personagens. Foi nessa ocasião que se fez ouvir uma voz de uma nuvem, declarando a filiação de Cristo e a sua autoridade, após o que cessou a visão. A narrativa sugere que o acontecimento foi objetivo, embora muitos eruditos modernos tenham procurado descrevê-lo em termos de uma experiência subjetiva da parte de Jesus ou de Pedro.

       Para muitos interpretes a transfiguração assinala um importante estágio na revelação de Jesus como o Cristo e Filho de Deus e foi uma experiência semelhante a de seu batismo ( Mt 3.13-17; Mc1.9-11; Lc 3.21). Aqui a sua glória foi revelada não simplesmente através de seus feitos, mas de uma maneira muito pessoal.

       Em Lucas somos informados que o assunto da conversa que Moisés e Elias tiveram com Jesus foi acerca do que estava prestes a acontecer em Jerusalém.

       Existem muitas características sobre esse relato que derivam sua significação do Antigo Testamento. Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas a testificarem sobre o Messias, como profecia, cumprida, e superadas por eles. Alguns interpretes vêem nesse acontecimento a existência de muitos símbolos, como o de Moises, que representaria os que passaram pela existência da morte e o de Elias, como a figura dos redimidos que serão arrebatados sem ver a morte; os apóstolos são vistos como representantes de Israel no reino futuro. Os investigadores têm se preocupado mais com o significado, propósito e pano de fundo da narrativa do que com suas origens históricas, Herald Riesenfeld traça todos os antigos motivos e alusões em sua obra Jesus Transfigured (Copenhagen: Ejnar Munksgaard,1947), ele diz que a história e fundamentalmente “histórica”, pois relata uma visão da entronização de Jesus como Messias e Sumo Sacerdote, que Pedro e os outros puderam contemplar. G.H. Boobyer, “St. Mark and the Transfiguration Story”, Journal of Theological Studies, XLI,1940,PGS. 119-140, nega que isso tenha qualquer vínculo com a ressurreição. A transfiguração, em vez disso, seria a prefiguração da “parousia”, da segunda vinda de Cristo.

       Diante disso a proposta a ser lançada aqui e que na transfiguração Moisés e Elias nunca estiveram em tal evento, Lucas narra o fato sobre a idéia de Pedro de fazer uma tenda para cada um deles, Jesus, Moisés e Elias. Depois desse comentário de Pedro, Lucas diz que ele não sabia o que estava dizendo, fato este que não é citado nos outros Evangelhos. Uma pergunta que podemos colocar aqui é: como Pedro sabia que era Elias e Moisés? visto, que Pedro não os conheceu, inclusive sabemos a diferença enorme de anos de existência dos dois para Pedro. No próprio livro de Lucas podemos extrair mais alguns detalhes sobre isso, onde o próprio Cristo conta a história do rico e Lázaro (Lc16. 19-31), onde o mestre diz que quem ta lá, não pode voltar para o outro lado, onde havia um abismo. O que queremos concluir aqui não é negar o evento da “transfiguração” ela existiu segundo as narrações sinópticas, e sim queremos pontuar que não era Elias e Moisés, mais provavelmente dois seres divinos estavam no ato da transfiguração.





Referências:

BUCKLAND, Rev. A. R. Dicionário Bíblico Universal, 12° reimpreessão,1997, Editora Vida, São Paulo-SP.

CHAMPLIN, Phd. Russel Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologica e filosófica. Volume 6 , s-z. 6° edição 2002, Editora Hagnos, São Paulo-SP.

O Novo Dicionário da Bíblia, reimpressões 1990, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

FRAGMENTOS DE JULHO

“Quando um homem morre e como uma biblioteca incendiasse”

Antigo Provérbio Africano



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“O ridículo não existe; os que ousaram dasafia-lo de frente conquistaram o mundo”

Octave Mirbeau (1848/1917)



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“Não existe um caminho para a paz; a paz e o caminho”

Mahatma Ghandi (1869/1948)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

AULA DA SAUDADE 15/07/11

TURMA 2008.1 HISTÓRIA UVA

REFLEXÃO

No caminho da minha existência

Eu encontrei você!

Se foi destino, não sei.

Mais sei que cada minuto

A vida me ensinou muito.

Quero marcar com certeza

Esta página, esta história

Que vivemos juntos aqui.

Marque com certeza a sua

Se é que valeu a pena.

Esse clip fará o serviço.

Ele sabe que é para isso

Que serve toda a lembrança.

Pra marcar no coração.

Na mente, no corpo e na alma.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

LIVRO DOS SEGREDOS DE ENOQUE

“... O relâmpago recebeu sua natureza maravilhosa, que é tanto fogo na água como água no fogo, a água não apaga o fogo, nem o fogo seca a água, no entanto o relâmpago é mais luminoso do que o sol, mais suave que a água e mais firme do que a pedra.”

Capítulo 29.1 parte b