Vivemos em um
mundo conturbado, cheios de incertezas, de medos, greves, mortes de varias
formas, a economia no seu descompasso, no corre e corre da vida, enfim todas as
mazelas que existem no mundo.
E nesse mundo
louco que vivemos, não percebemos que as nossas vidas passam no piscar de
olhos, conheço gente que com tudo se estressa, qualquer motivo por mais ínfimo
e pequeno que seja “chuta o pau da barraca”.
Alguns amigos
meus se irritam comigo por um único motivo por ser calmo “demais”, pense em que
contradição, a irritabilidade de alguns acontece pela calma de outros.
No local onde
trabalho, certo dia caiu um copo de café, e ouvi de um deles proferir vários
palavrões, questionei se conseguiu resolver o problema do líquido derramado, a
resposta? Claro! foi um não. Respondi pra eles que se eu soubesse que
xingamentos resolveria o problema, ajudaria ele a proferir os impropérios, para
o café voltar mais rápido para o copo. O resultado? Lançou palavras “lindas” ao
vento e teve que pegar um pano e limpar tudo, sinceramente não recordo se
voltou a colocar mais café.
Meu filho tem
me ensinado muito, apesar dos seus três anos de idade, gosta de uma chuva, e
sendo marinheiro de primeira viajem relutava em deixá-lo tomar banho na chuva.
Quando estava com seus dois anos e meio, deixei-o realizar o seu sonho, tomar
banho de chuva, aliás, entrei também no molhado, matando a saudade de
adolescente. Jogamos bola, corremos no meio da lama, chutamos as poças de água,
sorrimos nos abraçamos, mais o melhor momento disto tudo é ver o seu sorriso,
aquele rostinho feliz de satisfação, não tem preço que pague esse momento.
São esses
momentos simples da vida que vale a pena registrar no nosso dia a dia. Como a
música da Banda Catedral diz “Deixa eu te dar a mão, vamos sair por aí, ver
estrelas e sorrir”.