sexta-feira, 23 de agosto de 2013

TRAUMAS / Roberto Carlos

Meu pai um dia me falou

Pra que eu nunca mentisse

Mas ele também se esqueceu

De me dizer a verdade

Da realidade do mundo

Que eu ia saber

Dos traumas que a gente só sente

Depois de crescer

Falou dos anjos que eu conheci

No delírio da febre que ardia

Do meu pequeno corpo que sofria

Sem nada entender

Minha mulher em certa noite

Ao ver meu sono estremecido

Falou que os pesadelos são

Algum problema adormecido

Durante o dia a gente tenta

Com sorrisos disfarçar

Alguma coisa que na alma

Conseguimos sufocar

Meu pai tentou encher de fantasia

E enfeitar as coisas que eu via

Mas aqueles anjos agora já se foram

Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante

Aqueles anjos no tempo eu perdi

Meu pai sentia o que eu sinto agora

Depois que cresci

Agora eu sei o que meu pai

Queria me esconder

Às vezes as mentiras

Também ajudam a viver

Talvez um dia pro meu filho

Eu também tenha que mentir

Pra enfeitar os caminhos

Que ele um dia vai seguir...



Sempre choro quando escuto essa música, tento segurar mais é incontrolável, as lagrimas correm, mesmo sem querer, lembro da minha infância, da luta do meu pai em criar os filhos da melhor maneira possível, me lembro certo dia que meu pai chegou do trabalho, (trabalhava na RFFSA, Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima), era maquinista da qual até hoje se orgulha, e pouco tempo depois chegava um carro da empresa convocando para trabalhar na madrugada devido a um descarrilamento de um trem, pai questionou no meio de tantos qual o motivo de ter sido “premiado”, a resposta foi que outros estavam bêbados, ou não tinham conseguido entrar em contato com outro, e o outro critério pai não bebia, sabiam que o meu pai era evangélico. Me lembro que uma vez encontrei ele com os olhos lacrimejados pela ameaça de sair da empresa por causa das malditas privatizações e dizendo que só sabia dirigir trem.

Mundo de sonhos e fantasias, hoje me, vejo pai e tendo que fantasiar a vida para meu filho que um dia vai crescer e descobrir que vida não é só doce mais algumas amarguras.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cristianismo anárquico sob o olhar de Jacques Ellul

Jacques Ellul, nasceu no ano de 1912 em Bordeaux, na França, morre em 1994, teólogo, professor, cientista político, sociólogo e acima de tudo anarquista cristão. Ellul integra a Resistência Francesa, movimento de resistência ao domínio alemão em sua terra, foi um grande ativista social.


Ellul nos faz pensar sobre o poder, para quê serve o poder? Para quem serve o poder? Quem as utiliza? e como as utilizam? Dentro da perspectiva do livro, Anarquia e Cristianismo, nós estamos muito aquém do cristianismo primitivo. Onde hoje vemos o Estado dentro da Igreja, quando falo Estado, atribuo pessoas que exercem o poder de Estado e com este mesmo Poder exercem influência dentro das instituições religiosas.

Com este olhar insubmisso de Jacques Ellul, sobre o “poder”, me lembro que existe na nossa sociedade hoje instituições religiosas que seguem essa linha de raciocínio. Resumindo o que Jacques Ellul tem a nos dizer e que toda tentativa de fazer justiça produzirá injustiça.

Recomendo a leitura deste livro e você não ficará indiferente após uma leitura fácil e agradável.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CENAS DE JUNHO


Cena I


Apesar de estar hiper atrasado para comentar sobre os manifestos de junho onde todos pseudo-intelectuais, os intelectuais e os que pensam ser, já manifestaram seu ponto de vista, memória e imagens entrarão na história para os futuros cadernos de tese.

Cena II

Neste período tive uma aula de cidadania, estava no caminho do trabalho, dentro do ônibus e uma senhorinha, estava oferecendo o seu lugar para um senhor de idade sentar, ele tinha uns 75 anos ou mais, ela parecia ser mais velha, o velhinho ficou atordoado com a atitude da senhora e implorando, pedia que ela não fizesse tal procedimento.

Cena III

Outro momento marcante aconteceu durante a Copa das Confederações, onde brasileiros torciam pela Seleção Brasileira enquanto outros patriotas protestavam e apanhavam de outros brasileiros. De qual lado ficar?

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Fragmentos Junho /Julho / Agosto


"Você jamais saberá o quanto Jesus é a única coisa que você precisa, até que Ele seja a única coisa que lhe resta."

Autor desconhecido





“Muitas pessoas viveram sem amor, mas nenhuma sem água.”

Poeta inglês W.H.Auden



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Caiçara do Rio do Vento

Caiçara do Rio do Vento está localizado na microrregião de Angicos, limita-se ao norte com o municipio de Jardim de Angicos, ao leste com Bento Fernandes e Riachuelo, ao sul São Tomé e ao oeste Lajes.

Fui poucas vezes a Caiçara do Rio do Vento, mais aprendi a amar e gostar desta terra, onde minha mãe nasceu Maria Beatriz Dionisio de Miranda, terra da minha vó Francisca Dionisio Câmara conhecida por novinha, casada com meu avô Francisco Bernardo conhecido por Chico Bernardo.

O Rio do Vento é uma região que sofre longos períodos de estiagem, onde foi povoada por povos indígenas, conhecidos por tapuias. A ocupação teve seu início em meados do século XVIII, por volta de 1734, quando a pecuária foi introduzida na região por Manoel Rodrigues Coelho, proprietário da Data Olho d`água da Gameleira. Caiçara do Rio do Vento comemora seu aniversário em 19 de janeiro data da emancipação política que ocorreu no ano de 1963.

Segundo a minha mãe, perto do Mercado Público existia uma feira onde minha vó vendia bolo. Aliás clamo as autoridades de Caiçara que não destruam um patrimônio histórico daquela envergadura, um museu seria uma boa alternativa.

Sempre que estou conversando sobre os municípios do Rio Grande do Norte, alguém fala que o nome Caiçara do Rio do Vento é um dos nomes mais poéticos e bonitos do Estado, recordo neste momento do cantor Ismael Alves que me fez esta declaração. Está aí uma campanha para os governantes do município, declarar a cidade com o nome mais poético e bonito do Brasil.

Como pensar não paga imposto, a novela Flor do Caribe, têm um lugar chamado Vila dos Ventos, quem sabe se não está aludindo a nossa Caiçara do Rio dos Ventos?.