Para o cristianismo, por causa do irromper do homem novo em Jesus em Jesus Cristo, a esperança tornou-se seu apanágio e sua mensagem. O homem não permanece como um eterno Prometeu. O coração anseia porque entrevê a utopia como uma possível no horizonte de Deus. E ela se realizou em Jesus de Nazaré. Em função disso podia Dostoievski, ao regressar da casa dos mortos da Sibéria, confiante e esperançoso, formular seu credo: “creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais e de mais perfeito do que Cristo. E eu o digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha nele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade”.
Fonte:
Boff, Leonardo. A ressurreição de Cristo: a nossa ressurreição na morte. Petrópolis, Vozes, 1972.