quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

FRAGMENTOS DE DEZEMBRO

TURISMO DE BRONZE

Não conheço cidade nenhuma do mundo onde as estátuas, monumentos, hermas e bustos se transfiram tão facilmente de um lugar para o outro como se tem verificado em Natal...

...Em Natal a mentalidade é diferente. Aqui por qualquer motivo ou sem motivo justificado vão trocando de lugar as estátuas, num verdadeiro turismo de bronzes. E tudo se faz sem conhecimento do povo, causando confusão aos menos prevenidos. Assim é que, quando vamos visitar determinado busto, encontramos outro barbado em seu lugar.

Fonte:

PINTO, Lauro.

Natal que eu vi. Natal. Imprensa Universitária, 1971.

Edição fac-similar. Sebo Vermelho, Natal, 2003.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

REFLETINDO AS MINHAS OMISSÕES


       Ultimamente tenho presenciado a miséria humana de cada dia, em uma dessas andanças para ir ao trabalho peguei como de costume o ônibus que passa pela ponte nova conhecido por Ponte de Todos ou Newton Navarro, enfim, esse e um detalhe a parte saber o nome da ponte, eu e um número expressivo de usuários do coletivo presenciamos um casal no meio do lixo fedentino no Bairro das Rocas, o casal sem a menor cerimônia, como precisa-se de “cerimônia” para tal, cataram dois tabletes de iogurte que estava no lixo e começaram a degustar ali mesmo. Percebi que quem estava no coletivo ficaram perplexo, um silêncio sepulcral invadiu o ambiente, era incrível mais ninguém conseguia olhar um ao outro.

       Outro dia entrou um cidadão por trás do coletivo alegando que não tinha dinheiro e que iria ao trabalho, o motorista já estava com o celular em mãos para ligar para a polícia, alguém se ofereceu para pagar a passagem e o rejeitou o pagamento, tirando o rapaz à ponta a pés, fiquei refletindo aquela cena, até onde vamos com a nossa insensibilidade? Por causa de 2,20 R$, chamar a polícia, enquanto outros mandando o motorista continuar a viajem, já que não tinham nada a ver com isso.

       Para terminar as minhas confissões, certo dia depois de um maravilhoso almoço, saí do restaurante com uma garrafa de refrigerante pela metade, me deparei com um desses garotos de rua “almoçando” claro e óbvio no meio da rua, passei e fiquei no “dilema” se deixava o refrigerante ou não. Continuei a minha estrada sem deixar o líquido, e um pouco mais distante queria voltar mais não sei o motivo faltou coragem de fazer isso, passei o resto do dia me lembrando da Parábola do Samaritano, com certeza todos sabem que não estava incluso na participação do Samaritano Lc 10.25-37.

"Então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: Venham benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram.



Então os justos lhe responderão: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?



O Rei responderá: Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram".



Mateus 25.34-40.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Literatura Potiguar

                   Quando expressamos o nome “Literatura Potiguar” referimos a um conjunto de obras escritas produzidas no nosso Estado por potiguares nativos ou aqueles que adotaram está terra “terra de Fabião das Queimadas” como sua.

 Gostaria de apontar alguns que tenho e tive o prazer em folhear as sua paginas.

Auta de Souza – Horto

Euthanasia – Januario Cicco

Todas as Marias – Maria Eugênia M. Montenegro

Os mortos são estrangeiros – Newton Navarro

Juca Porfiro – José Melquíades

O rio da noite verde – Eulício Farias de Lacerda

O galope do cavalo na noite – Eulício Farias

Os de Macatuba – Tarcisio Gurgel

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

FRAGMENTOS DE NOVEMBRO


“O crime, cruel e tenebroso crime da displicência administrativa, é sujar todo esse cenário luminoso entregando a terra da gente morar a quem quer apenas vender.”



“A história da cidade se passa na Ribeira e na Cidade. Não há história nos bairros novos. Mas a vida nele se fixou, conquistando-os aos tabuleiros, vencendo a soberania das pacas, veados e jacus.”



CASCUDO, Luís da Câmara. História da Cidade do Natal. 2° Ed. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília. INL. Natal. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 1980.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

NEWTON NAVARRO “OS MORTOS SÃO ESTRANGEIROS”

     Há alguns dias li o livro de Newton Navarro do qual o titulo já está exposto, são sete contos que nos prendem e fascinam do inicio ao final.

     Por causa da leitura do livro procurei saber quem era Newton Navarro, onde descobri para a minha surpresa que foi dramaturgo, pintor, desenhista, poeta e claro escritor.

     Na primeira leitura “a viajem e volta do boi Milonga”, fiquei triste com o fim do boi, o meu espírito de leitor não estava preparado para tal enredo (tragédia), gostaria de homenagear o boi Milonga, usando as próprias palavras de despedida do Newton Navarro, “vá, meu boi, vá”!. No segundo conto viajei com a cadeira, nostalgia de quem contempla a tudo e a todos onde o tempo e cadeira eram parceiras da avó, das saudades, das memórias que o tempo leva. No conto dos cavalos, mergulhei no abstrato das imagens, do menino Pedro e seus cavalos do menino feliz e realizado. No quarto conto estava Antônio e seus patos tendo o seu fiel escudeiro Molambo nas lembranças atenuadas de sua liberdade. O outro conto “pão de milho” me faz lembrar, do pão nosso de cada dia, o pão hoje, do partilhar, da comunhão de não sonegar do outro o alimento. O outro conto “sexta feira da paixão”, coincidência ou não o sexto conto do livro, vêm mostrar a dor de uma mãe que perde o seu filho assassinado, sexta feira da paixão traz a lembrança de mais alguém (mãe) que viu seu filho ser crucificado, a dor de outras mães anônimas ou não. Os mortos são estrangeiros o último conto deste livro e que leva o título de capa, nos faz lembrar que eles não fazem mais parte deste reino, reino dos vivos, fazem parte do reino das memórias, reino dos mortos, reino além vida terrena, por isso são estrangeiros, são estranhos a nossa realidade ou somos nós que somos os estrangeiros que já não participamos mais das suas “realidades”.

     Esse e o Newton Navarro que poucos conhecem ou sabem quem é, Newton Navarro nome de ponte, que nessa ponte possam nascer, leituras, leitores, foi passando nesta ponte, nas idas e vindas do trabalho, que fiz a leitura deste livro. E nasceu esse momento textual.





Autor: Oziel Dionísio de Miranda



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ORAÇÃO




       Pai de santidade infinita agradecemos-te, o teu Nome santo, que tens feito habitar em nossos corações; agradecemos-te a ciência, a fé e a imortalidade, que nos tens revelado por Jesus, teu Servo. Lembra-te, Senhor, de tua igreja. Livra-a de todo o mal. Faze-a perfeita em teu grande amor. Reúne-a, a essa Igreja tua, Igreja santificada, esparsa pelos quatro ventos do céu, afim de que não perca nunca a visão do Reino, que lhe tens preparado.

       Pois a ti, Senhor, pertence o poder e a Glória, pelos séculos eternos. Tudo por Nosso Senhor. Amém.

( Oração usada pelos cristãos, no segundo século da Era Cristã. Extraída da obra Didaché, ou Doutrina dos Apóstolos.)

FONTE:

SACRA LUX, Revista de cultura espiritual, reflexo do pensamento evangélico brasileiro. Volume IV, Rio de Janeiro. Ano de 1939.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

FRAGMENTOS DE OUTUBRO

“DUAS COISAS ENCHEM A MENTE DE... ASSOMBRO E REVERÊNCIA...: O CÉU ESTRELADO SOBRE MIM E A LEI MORAL DENTRO DE MIM.”




IMMANUEL KANT, Crítica da razão prática

1724 - 1804

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quem será o Rei?

Numa determinada floresta havia três leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais, fez uma reunião com toda a bicharada e disse:

_ Nós, os animais sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem três leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem dentre eles deverá ser o nosso rei?

Os três leões comentaram entre si:

_É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido. Uma floresta não pode ter três reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir?

Essa era a grande questão: lutar entre si, não queriam, pois eram muitos amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se em encontrou com os três felinos e contou o que eles decidiram:

_Bem senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.

_Montanha Difícil? Como assim?

_É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.

A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta.

O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada. O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado. Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal qual deles seria o rei, uma vez que os três foram derrotados? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa e grande na sabedoria, pediu a palavra:

Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.

_A senhora sabe, mas como sabe? Todos gritaram para a águia.

_É simples confessou a águia, eu estava voando entre eles, bem perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale,eu escutei o que cada um deles disse para a Montanha:

_O primeiro leão disse: Montanha, você me venceu!

_O segundo leão disse: Montanha, você me venceu!

_O terceiro leão também disse que foi vencido, mas com uma diferença. Ele olhou para sua dificuldade e disse:

_Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você Montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.

_ A diferença, completou a águia. _É que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema; é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros.

Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.



FONTE:

JUNIOR, Lourival Caraú da Cunha. Ilustrações Histórias que tocam o coração. 4° Ed. 2004

terça-feira, 13 de setembro de 2011

FRAGMENTOS DE SETEMBRO

“Sempre teremos que morrer de algo, mas já se tem perdido a conta dos seres humanos mortos das piores maneiras que os humanos têm sido capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende à simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, manda matar em nome de Deus.”


José Saramago, “o fator Deus”, Folha de São Paulo, 19 de setembro de 2001, E8.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

FIRMAMENTO DISTRITO DE LAJES

       Firmamento fica entre Lajes e Pedra Preta, um lugar de clima quente, destacando que ela é ligada ao município de Itaretama. Conheci Firmamento pelas andanças pastorais de meu pai, um lugar pequeno, não tendo nenhum atrativo turístico, mais fiquei fascinado pelo lugar.

       A primeira vez que fui a Firmamento pensei que não ia chegar, foi num sábado dia de feira em lajes e feira em interior tem o seu encanto e nada mais que justo ir com destino a Firmamento em um carro de feira, cheiro de feira, vivendo a feira, sentindo a feira, o carro pesado quase não chegando o carro parando aqui e acolá para descer mercadorias, onde muitos que não foram à feira já estavam olhando o caminho esperando os que foram para ajudar na retirada dos mantimentos ou dá uns bem vindos àqueles que estavam visitando, não posso esquecer o calor estonteante do nosso semi-árido. Não posso esquecer-me de transcrever que o povo de Firmamento participa de duas feiras no sábado no município de Lajes e no domingo na cidade de Pedra Preta.

       Firmamento só tem uma rua, na entrada a Igreja Católica, no meio a Assembléia de Deus e no final da rua o cemitério. A noite faz justiça ao seu nome, o céu todo estrelado, para quem é amante das constelações é um momento impar. Têm um povo pacato e amigo, onde buscam nas suas memórias épocas de bonança como a fartura do algodão e a feira, hoje extinta.

       A primeira noite em Firmamento, minha mãe foi deitar e fiquei esperando o meu pai que estava em reunião eclesiástica na cidade de Lajes, fazia frio, não via uma viva alma na rua, um cenário de lendas e suspenses veio em minha mente, mais havia um charme naquela noite, o charme de estar em Firmamento, o charme de conhecer Firmamento.

Autor: Oziel Dionísio de Miranda



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FRAGMENTOS DE AGOSTO


A teologia, no seu cerne, tem apenas um problema: Deus. Deus é a paixão, o tormento e o prazer dos teólogos. Deus, porém, só pode ser amado “de todo o coração, com toda a alma e todas as forças”.

Jurgen Moltmann, teólogo alemão autor de Teologia da Esperança

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Deus fez a grande natura

Com tudo quanto ela tem,

Mas não passou escritura

Da terra para ninguém,

Se a terra foi Deus quem fez

Se é obra da Criação

Deve cada camponês

Ter uma faixa de chão.

Esta terra é desmedida

E com certeza é comum,

Precisa ser dividida

Um tanto pra cada um.



Patativa do Assaré
 5 de março de 1909 — 8 de julho de 2002

quarta-feira, 27 de julho de 2011

DEPOIMENTO DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO


_ “Minha vida todo mundo conhece. Vinte e três anos de reclusão alteraram meu destino. Mas, diga lá fora, que nunca roubei, nem desonrei ninguém, e, se matei alguma pessoa, foi em defesa própria, evitando cair nas mãos de inimigos”.

_ “A justiça dos homens me condenou. A justiça da revolução de 30 me absolveu, dando-me liberdade. A doença agora me prende e eu tenho que aguardar o pronunciamento da justiça de Deus. É ela maior de que todas as justiças da terra”.



FONTE:

FERNANDES, Raul. Antônio Silvino no RN. Natal: Ed. Clima, 1990.

DIANTE DO TRONO EM NATAL - UMA BREVE PALAVRA

Recebi recentemente este E-mail e creio que muitos receberam, mais o que é bom tem que ser publicado mais uma vez, parabéns Pr. Mardes Silva pela sua reflexão.


Sou um dos pastores da cidade que não se empolgaram muito com a vinda do grupo gospel para Natal. Apesar de apreciar algumas de suas canções, minha reserva é cunho teológico, político e ético.



Começo pelo político: a vinda do grupo é resultado de um processo de articulação política em que o poder público municipal banca praticamente todas as despesas do evento com a justificativa que atrairá milhares de pessoas, muitas oriundas de outros Estados, favorecendo o turismo local. Ainda que o argumento seja verdadeiro, não se pode ignorar que o Brasil é um Estado constitucionalmente leigo e a separação entre o Estado e Religião devem ser plenamente respeitados.



Portanto, nenhuma esfera de poder público brasileiro deveria bancar qualquer evento religioso, seja evangélico, católico, espírita ou de outra religião qualquer.



Segundo: minha reserva é ética, porque diante de tantas necessidades na cidade o dinheiro público não deveria beneficiar uma comunidade religiosa em particular e os evangélicos deveriam não apenas compreender, mas serem os primeiros a abrir mão dessa possível vantagem, exceto as que são responsabilidades do Estado como por exemplo, disponibilização e segurança do espaço público para realização do evento.



E teológico, porque mesmo sem concordar com a teologia do grupo declarada em suas músicas respeito o direito de crerem e se expressarem, mas permito-me a critica quando chega às raias do absurdo como no dia que a cantora andou de quatro no chão como que imitando um leão (ou seria uma leoa?) e/ou noutra ocasião quando declarou que Deus a teria orientado para comprar uma bota de couro de cobra pitom porque foi uma serpente que enganou Eva no paraíso e para “esmagar o Exu Boiadeiro” de uma cidade do interior de SP. Alguém deveria ter dito pra cantora que no Brasil é proibido o uso de peles de animais da fauna para roupas ou botas.



Eu a vi e ouvi dizer na TV que o evento seria para declarar que a cidade e a praia eram do Senhor e portanto, iriam devolvê-la a Ele. Quanta presunção!!! E quem disse que não era? A Bíblia já afirmava isso há muito tempo: Salmo 24.1: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e tudo que nele habita!”



Por fim, seria ótimo que um evento dessa envergadura reunisse milhares de pessoas numa atuação profética nos moldes bíblicos, denunciando a miséria, pobreza, injustiça social, corrupção, desigualdade social dentre outros males sociais, que se forem trabalhados com devida seriedade produziriam uma sociedade mais justa, segura e acolhedora para todos.



Como não tenho esperança que isto aconteça, provavelmente o evento se reduzirá apenas a entretenimento gospel e ajuntamento político ideológico com seus representantes “fazendo média” com o público fã do ministério de louvor.



Que pena...



Pr. Mardes Silva



segunda-feira, 25 de julho de 2011

UMA ANALISE DA TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO



       A transfiguração de Jesus no Novo Testamento é comentada nos três Evangelhos sinópticos, em Mt 17.1-8; Mc 9.2-8; Lc 9. 28-36. Sua ausência do evangelho de João é usualmente explicada à base que a vida inteira de Cristo foi uma manifestação da glória divina (Jo 1.14; 2.11, etc). Encontramos referência à transfiguração em 2 Pe1.16-18. Sobre o significado de transfiguração no grego, metamorphóomai, “transformar”, “transfigurar”. Esse vocábulo grego é usado por duas vezes acerca da transfiguração de Jesus (Mt 17.2 e Mc9.2), e usado depois duas vezes acerca da transformação ocorrida nas vidas dos crentes, por meio das operações divinas (Rm 12.2; 1Co3.18). Segundo Russel Norman, Lucas não usa o verbo especifico “transfigurar”, mas apenas diz que a aparência de Cristo ficou “diferente”.

       Nos Evangelhos sinóticos o evento teria tido lugar cerca de uma semana depois da confissão de Pedro sobre o caráter messiânico de Jesus. Ele escolheu dentre eles, três discípulos mais chegados, Pedro, Tiago e João, e levou-os a um monte (provavelmente o Hermon, que se eleva a uma altura de cerca de 3.000 metros acima do nível do mar) e as suas vestes brilharam com resplendor. Então Moises e Elias aparecem e falavam com ele, quando Pedro sugeriu que fizessem três tendas para os três personagens. Foi nessa ocasião que se fez ouvir uma voz de uma nuvem, declarando a filiação de Cristo e a sua autoridade, após o que cessou a visão. A narrativa sugere que o acontecimento foi objetivo, embora muitos eruditos modernos tenham procurado descrevê-lo em termos de uma experiência subjetiva da parte de Jesus ou de Pedro.

       Para muitos interpretes a transfiguração assinala um importante estágio na revelação de Jesus como o Cristo e Filho de Deus e foi uma experiência semelhante a de seu batismo ( Mt 3.13-17; Mc1.9-11; Lc 3.21). Aqui a sua glória foi revelada não simplesmente através de seus feitos, mas de uma maneira muito pessoal.

       Em Lucas somos informados que o assunto da conversa que Moisés e Elias tiveram com Jesus foi acerca do que estava prestes a acontecer em Jerusalém.

       Existem muitas características sobre esse relato que derivam sua significação do Antigo Testamento. Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas a testificarem sobre o Messias, como profecia, cumprida, e superadas por eles. Alguns interpretes vêem nesse acontecimento a existência de muitos símbolos, como o de Moises, que representaria os que passaram pela existência da morte e o de Elias, como a figura dos redimidos que serão arrebatados sem ver a morte; os apóstolos são vistos como representantes de Israel no reino futuro. Os investigadores têm se preocupado mais com o significado, propósito e pano de fundo da narrativa do que com suas origens históricas, Herald Riesenfeld traça todos os antigos motivos e alusões em sua obra Jesus Transfigured (Copenhagen: Ejnar Munksgaard,1947), ele diz que a história e fundamentalmente “histórica”, pois relata uma visão da entronização de Jesus como Messias e Sumo Sacerdote, que Pedro e os outros puderam contemplar. G.H. Boobyer, “St. Mark and the Transfiguration Story”, Journal of Theological Studies, XLI,1940,PGS. 119-140, nega que isso tenha qualquer vínculo com a ressurreição. A transfiguração, em vez disso, seria a prefiguração da “parousia”, da segunda vinda de Cristo.

       Diante disso a proposta a ser lançada aqui e que na transfiguração Moisés e Elias nunca estiveram em tal evento, Lucas narra o fato sobre a idéia de Pedro de fazer uma tenda para cada um deles, Jesus, Moisés e Elias. Depois desse comentário de Pedro, Lucas diz que ele não sabia o que estava dizendo, fato este que não é citado nos outros Evangelhos. Uma pergunta que podemos colocar aqui é: como Pedro sabia que era Elias e Moisés? visto, que Pedro não os conheceu, inclusive sabemos a diferença enorme de anos de existência dos dois para Pedro. No próprio livro de Lucas podemos extrair mais alguns detalhes sobre isso, onde o próprio Cristo conta a história do rico e Lázaro (Lc16. 19-31), onde o mestre diz que quem ta lá, não pode voltar para o outro lado, onde havia um abismo. O que queremos concluir aqui não é negar o evento da “transfiguração” ela existiu segundo as narrações sinópticas, e sim queremos pontuar que não era Elias e Moisés, mais provavelmente dois seres divinos estavam no ato da transfiguração.





Referências:

BUCKLAND, Rev. A. R. Dicionário Bíblico Universal, 12° reimpreessão,1997, Editora Vida, São Paulo-SP.

CHAMPLIN, Phd. Russel Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologica e filosófica. Volume 6 , s-z. 6° edição 2002, Editora Hagnos, São Paulo-SP.

O Novo Dicionário da Bíblia, reimpressões 1990, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

FRAGMENTOS DE JULHO

“Quando um homem morre e como uma biblioteca incendiasse”

Antigo Provérbio Africano



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“O ridículo não existe; os que ousaram dasafia-lo de frente conquistaram o mundo”

Octave Mirbeau (1848/1917)



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“Não existe um caminho para a paz; a paz e o caminho”

Mahatma Ghandi (1869/1948)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

AULA DA SAUDADE 15/07/11

TURMA 2008.1 HISTÓRIA UVA

REFLEXÃO

No caminho da minha existência

Eu encontrei você!

Se foi destino, não sei.

Mais sei que cada minuto

A vida me ensinou muito.

Quero marcar com certeza

Esta página, esta história

Que vivemos juntos aqui.

Marque com certeza a sua

Se é que valeu a pena.

Esse clip fará o serviço.

Ele sabe que é para isso

Que serve toda a lembrança.

Pra marcar no coração.

Na mente, no corpo e na alma.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

LIVRO DOS SEGREDOS DE ENOQUE

“... O relâmpago recebeu sua natureza maravilhosa, que é tanto fogo na água como água no fogo, a água não apaga o fogo, nem o fogo seca a água, no entanto o relâmpago é mais luminoso do que o sol, mais suave que a água e mais firme do que a pedra.”

Capítulo 29.1 parte b


quarta-feira, 29 de junho de 2011

FRAGMENTOS DE JUNHO

“Sou um homem que não desanimou de viver e acho a vida cheia de encantos”.


Câmara Cascudo 1898/1986

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“Olho por olho, e o mundo acabará cego”.

Mahatama Gandhi 1869/1948

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sábado, 4 de junho de 2011

FRAGMENTOS DE DOM NIVALDO MONTE

      Lendo o livro de Dom Nivaldo Monte “Minha cidade, Natal, e eu”, não poderia deixar de registrar no Fragmentos do Pensar, alguns textos deste livro. No capítulo “Natal no espaço e no tempo”, encontramos uma declamação de amor a Natal.


     “Toda a cidade que não tem um rio é uma cidade mutilada, solitária e triste.

      Como compreender e amar Lisboa sem o Tejo, Paris sem o Sena, Roma sem o Tibre, Londres sem o Tâmisa, Viena sem o Danúbio, Natal sem o Potengi?”

      No outro capítulo “A Ribeira”, um momento de nostalgia, aliás, nostalgia estar em todo o livro, é um momento ímpar de clamor ao passado e aos monumentos perdidos e achados.

     “No centro da Praça havia um coreto... e várias fontes de água viva. Uma, por sua excepcional beleza, chamava de modo especial a atenção da criançada, que, como eu, todas as manhãs descia da Rua do Camboim, em direção à Ribeira, onde estudávamos no Grupo Escolar Augusto Severo...

      Era uma fonte em cujo centro se erguia uma estátua, em bronze, de um indiozinho, apertando, com força, o pescoço de uma serpente de cujas faces, escancaradas, jorrava puro como cristal um jato de água que iria encher a bacia da mesma aos seus pés. Eu achava uma beleza, a criança domando a cobra!

      Agora eu lhe pergunto meu querido irmão e amigo, diga-me, por favor, onde puseram o indiozinho de minha praça! Diga-me onde o puseram que eu irei buscá-lo!

      As duas crianças, um menino e uma menina, feitos de bronze que, com seus livros e cadernos nas mãos, nos esperavam todas as manhãs, sobre dois pilares do portão e nossa escola, como a nos dar boas vindas, estes eu sei onde os puseram. Ainda hoje, quando eu passo diante dos portões do Colégio Winston Churchill, na Avenida Rio Branco, junto ao Banco do Brasil, em busca da Ribeira, não é sem um olhar comprido, movido por uma saudade enorme, que descanso os olhos, mortos de ternura, naquelas duas figurinhas que tanto me aleitavam de encanto os dias da minha infância”.

Bibliografia:

MONTE, Dom Nivaldo. Minha Cidade, Natal, e eu.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

OS HOMENS DA TERRA

Senhores barões da terra

Preparai vossa mortalha

Porque desfrutais da terra

E a terra é de quem trabalha

Bem como os frutos que encerra

Senhores barões da terra

Preparai vossa mortalha.

Chegado é o termo de guerra

Não há santo que vos valha

Não há foice contra a espada

Não o fogo contra a pedra

Não o fuzil contra a enxada

União contra granada

Reforma contra metralha



Senhores dono da terra

Juntai vossa rica trabalha

Vosso cristal, vossa prata

Luzindo em vossa toalha.

Juntai vossos ricos trapos

Senhores donos de terra

Que os nossos pobres farrapos

Nossa juta e nossa palha

Vem vindo pelo caminho

Para manchar vosso linho

Com o barro da nossa guerra:

E a nossa guerra não falha



Nossa guerra forja e funde

O operário e o camponês

Foi ele quem fez o forno

Onde assa o pão que comeis

Com seu martelo o seu terno

Sua lima e sua torquês,

Foi ele quem fez o forno

Onde assa o pão que comeis



Nosso pão de cada dia

Feito em vossa padaria

Com o trigo que não colheis

Nosso pão que forja e funde

O camponês e o operário

No forno onde coze o trigo

Para o pão que vos vendeis

Nas vendas do latifúndio

Senhor latifundiário!



Senhor grileiro da terra

É chegada a vossa vez

A voz que ouvis e que berra

É o brado do camponês

Clamando do seu calvário

Contra a vossa mesquinhez.

O café vos deu o ouro

Com que encheis vosso tesouro

A cana vos deu a prata

Que reluz em vosso armário

O cacau vos deu o cobre

Que atirais no chão do pobre

O algodão vos deu o chumbo

Com que matais o operário:

É chegada a vossa vez

Senhor latifundiário!



Em toda parte, nos campos

Junta-se a nossa outra voz

Escutai, senhor dos campos

Nós já não somos mais sós

Queremos bonança e paz

Para cuidar da lavoura

Ceifar o capim que dá

Colher o milho que doura,

Queremos que a terra possa

Ser tão nossa quanto vossa

Porque a terra não tem dono

Senhores dono de terra.

Queremos plantar no outono

Para te ver na primavera

Amor em vez de abandono

Fartura em vez de miséria.



Queremos paz, não a guerra

Senhores dono de terra...

Mas se ouvidos não prestais

Às grandes vozes gerais

Que ecoam de serra em serra

Então vos daremos guerra

Não há santo que vos valha:

Não há foice contra a espada

Não há fogo contra a pedra

Não o fuzil contra a enxada

_ Granada contra granada

_Metralha contra metralha



E a nossa guerra é sagrada

A nossa guerra não falha.




·         Este texto encontrei nos livros do meu avô paterno Cícero Batista de Miranda, sinceramente não sei se é de sua autoria, mais postei como forma de homenageá-lo.

 

domingo, 15 de maio de 2011

FRAGMENTOS DE MAIO



“A juventude é só um momento; entretanto, contém uma chama que se leva no coração para sempre”

Raisa Gorbachev / ex- primeira dama soviética

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“Os jornais são incapazes, aparentemente, de discernir entre um acidente de bicicleta e o colapso da civilização”.

George Bernard Shaw 1856-1950 dramaturgo irlandês

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“Entre a dor de cabeça e a angústia, eu preferia a dor de cabeça”.

João Cabral de Melo Neto / poeta brasileiro

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“Vivemos num mundo de fantasias e ilusões, nossa tarefa mais árdua é encontrar a realidade”.

Iria Murdoch / escritora inglesa

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“O homem é o único animal que se vê horrivelmente desfigurado pela idade”

Willian Somerset Maugham 1874-1965 / escritor inglês

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“O mal do passado foi os homens se tornarem escravos. O perigo do futuro é que eles se tornem robôs”.

Erich From 1900-1980 / psicanalista americano

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“Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a arte de conviver como irmãos”.

Martin Luther King 1929-1968 líder negro americano








sábado, 23 de abril de 2011

OSWALDO LAMARTINE E A CULTURA DO VAQUEIRO

         Gostaria de registrar algumas notas do livro de Oswaldo Lamartine de Faria publicado no ano de 1969, o título do livro é Encouramento e arreios do vaqueiro no Seridó.

         Oswaldo cita Moisés Sesiom, repentista de Caicó onde ele glosa o mote, sobre o curtir o couro.

Dá sapato e dá gibão (a)

Tôda obra o couro dá.

Dá manta (b), bota e silhão (c),

Dá chapéu, dá bandoleira (d),

Dá corona (e) e dá perneira (f),

Dá sapato e dá gibão.

Prá se fazer matulão (g)

O couro é como não há,

Serve até pra caçuá (h)

Dá peia (i), dá rabichola (j),

Se prendendo a couro ou sola,

Tôda obra o couro dá....

____________________________

(a) Gibão – casaco de couro curtido que usa o vaqueiro para campear; o mesmo que vestia. (b) Manta – couro curtido (conservando o pêlo) usado como fôrro para selas. (c) Silhão – sela de mulher de um só estribo. A dama cavalga de lado, com uma perna estribada e a outra curva, apoiada em um suporte existente logo abaixo da lua da sela. (d) Bandoleira – correia usada para conduzir armas longas. (e) Corona – peça de couro curtido com desenhos pespontados contendo bolsos onde conduzem roupas e objetos quando em viagem. É usada à guisa de capa, sobre a sela. (f) Perneira – calça de couro curtido que compõem a indumentária de campo do vaqueiro. (g) Matulão – saco de couro de carneiro curtido com a lã para fora, onde conduzem, principalmente, roupa. (h) Caçuá – depósito com alças nas pontas que se prendem, aos pares, nos cabeçotes das cangalhas. Manufaturados de cipó, couro cru ou talo de carnaúba. Quando de couro, se denomina uru. (i) Peia – algemas de couro que se prendem nas mãos (peia de mão) ou nas mãos e pés (peia de pé e mão) dos animais para, quando soltos, serem impedidos de correr ou se afastar. (j) Rabichola – tira larga de couro curtido, usada abaixo do rabicho para evitar que a sela se desloque para a frente.



FONTE:

FARIA, Oswaldo Lamartine de. Encouramentoe arreios do vaqueiro no Seridó. Natal, Fundação José Augusto, 1969.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

EM BUSCA DO HOMEM NOVO (FRAGMENTOS DO TEXTO)


             Para o cristianismo, por causa do irromper do homem novo em Jesus em Jesus Cristo, a esperança tornou-se seu apanágio e sua mensagem. O homem não permanece como um eterno Prometeu. O coração anseia porque entrevê a utopia como uma possível no horizonte de Deus. E ela se realizou em Jesus de Nazaré. Em função disso podia Dostoievski, ao regressar da casa dos mortos da Sibéria, confiante e esperançoso, formular seu credo: “creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais e de mais perfeito do que Cristo. E eu o digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha nele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade”.


Fonte:


Boff, Leonardo. A ressurreição de Cristo: a nossa ressurreição na morte. Petrópolis, Vozes, 1972.



terça-feira, 8 de março de 2011

CONJUNTURAS


   Há alguns dias atrás me deparei com a seguinte notícia, divulgada pela imprensa falada, escrita e televisionada: o governo federal dará 5% das nas universidades públicas para os negros, a chamada quota afirmativa. Qual não foi a minha surpresa quando, muita gente que se diz de cor “negra”, aprovou a idéia, inclusive indo à mídia falar a favor.

   Tudo bem! Vivemos num país “democrático”. Cada um, pensa e fala o que quer e bem entende. Mas questionaremos alguns pontos:

   Será que aqueles que se intitulam negros não estão se auto-discriminando? E os negros, serão julgados pela cor ou pela intelectualidade, na universidade? E, por último, porque não se faz o inverso? No lugar de existir 5% de “quota afirmativa”, à qual chamo de quota negra, deveria transferir essa porcentagem para quem tem renda e os 95% ficariam para a camada pobre.

   São essas e outras questões que têm que ser discutidas e avaliadas. Aceitarmos essa proposta de quota afirmativa é tornarmo-nos escravos do passado no presente.

   A quota afirmativa foi abafada pela conjuntura internacional onde, no dia 11 de setembro, o mundo ficou estupefato. Parecia coisa de cinema, ou melhor, nem no cinema os maiores cineastas e escritores jamais imaginaram isso. Estados Unidos da América, o maior dominador do mundo sendo atacado. Seja lá quem for, deu um recado ao mundo: ninguém está seguro. Os intocáveis foram atingidos. Quem planejou esse ataque tinha vários objetivos. Primeiro, atacar o poderio econômico americano. Por isso o alvo foi o Word Trade Center. O segundo objetivo, o alvo seguinte, foi à área militar. Nada mais lógico do que se jogar no Pentágono, o centro de inteligência dos americanos e, provavelmente, o terceiro objetivo, que dizem ter sido desviado: a Casa Branca, que feriria o poder político. Seja lá quem for, mostrou aos americanos que eles não estão sós no mundo, para fazerem o que bem entendem.

   Como uma conjuntura leva à outra, por causa do terrorismo de lá, lembraram que temos uma usina nuclear aqui. Estão cogitando reforçar a segurança, mas não sei pra quê, já que o perigo vem do alto. Lembrando bem, quero parabenizar não sei quem por ter nos avisado quatro meses depois que houve um vazamento. Poderia ser quatro meses já mortinhos da Silva ou outros sobrenomes.

Fonte: Jornal A Palavra, Ano II N° 16, 25 de Outubro de 2001. Autor: Oziel Dionísio de Miranda.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CARTA 75


USBEK A RHEDI

                    Os homens da corte, os soldados, até mesmo as mulheres, se levantam contra os eclesiásticos e exigem deles provar aquilo que decidiram não crer. Não é que tenham decidido pela razão e que se tenham dado ao trabalho de analisar a verdade ou a falsidade dessa religião que rejeitam; são rebeldes que sentiram o jugo e o sacudiram antes de tê-lo conhecido. Por isso não se mostram mais firmes em sua incredulidade que em sua fé; vivem num fluxo e refluxo que os leva sem cessar de um a outro.

Charles-Louis de Secondat (Montesquieu), nasceu a 18 de janeiro de 1689 no Castelo de La Brède e de Montesquieu), no dia 10 de Fevereiro de 1755, morre em Paris.

Texto extraído do livro Cartas Persas I, Editora Escala. Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal – 46, São Paulo-SP.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fragmentos

"O ORGULHO CIENTÍFICO ENTORPECE A MENTE DOS PESQUISADORES, FAZENDO-OS DESPREZAR AQUILO QUE DESCONHECEM."

MARCUS ZULIAN TEIXEIRA, pesquisador da faculdade de medicina da USP

ENTREVISTA DO JORNAL KERIGMA



K= Como ex-aluno do Sten conte-nós uma experiência que marcou sua vida acadêmica e pessoal neste seminário. (se tiver é claro!)

A maior delas é conviver com os irmãos de varias confissões denominacionais.

K= Hoje além de professor você também é vice-reitor do Sten, a que se deve tamanha identificação da sua parte com este seminário?

A proposta teológica que temos e também acreditar neste projeto que é único,que se propõe a não referendar um segmento denominacional.

K= Qual sua avaliação do nível de ensino teológico oferecido aos alunos pelo Sten?

Buscamos oferecer um ensino de qualidade e acreditamos que temos conseguido, pois dispomos de professores com mestrados assim como já passaram outros professores e que não só tem a formação teológica, como outros cursos acadêmicos.

K= Como é possível respeitar a diversidade teológica e promover a unidade da igreja?

Podemos responder como o mestre Jesus Cristo disse, que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade, se conseguirmos fazer isso respeitaremos as nossas diversidades teológicas.

K= Faça suas considerações finais.

Desejo a todos os seminaristas um bem vindo na santa paz de Deus, e que possamos aprender juntos mais do Reino de Deus.

Fonte: Kerigma, o boletim do DAT. Ano VI – n°01 fevereiro 2011. Ed. De Boas Vindas.