terça-feira, 8 de março de 2011

CONJUNTURAS


   Há alguns dias atrás me deparei com a seguinte notícia, divulgada pela imprensa falada, escrita e televisionada: o governo federal dará 5% das nas universidades públicas para os negros, a chamada quota afirmativa. Qual não foi a minha surpresa quando, muita gente que se diz de cor “negra”, aprovou a idéia, inclusive indo à mídia falar a favor.

   Tudo bem! Vivemos num país “democrático”. Cada um, pensa e fala o que quer e bem entende. Mas questionaremos alguns pontos:

   Será que aqueles que se intitulam negros não estão se auto-discriminando? E os negros, serão julgados pela cor ou pela intelectualidade, na universidade? E, por último, porque não se faz o inverso? No lugar de existir 5% de “quota afirmativa”, à qual chamo de quota negra, deveria transferir essa porcentagem para quem tem renda e os 95% ficariam para a camada pobre.

   São essas e outras questões que têm que ser discutidas e avaliadas. Aceitarmos essa proposta de quota afirmativa é tornarmo-nos escravos do passado no presente.

   A quota afirmativa foi abafada pela conjuntura internacional onde, no dia 11 de setembro, o mundo ficou estupefato. Parecia coisa de cinema, ou melhor, nem no cinema os maiores cineastas e escritores jamais imaginaram isso. Estados Unidos da América, o maior dominador do mundo sendo atacado. Seja lá quem for, deu um recado ao mundo: ninguém está seguro. Os intocáveis foram atingidos. Quem planejou esse ataque tinha vários objetivos. Primeiro, atacar o poderio econômico americano. Por isso o alvo foi o Word Trade Center. O segundo objetivo, o alvo seguinte, foi à área militar. Nada mais lógico do que se jogar no Pentágono, o centro de inteligência dos americanos e, provavelmente, o terceiro objetivo, que dizem ter sido desviado: a Casa Branca, que feriria o poder político. Seja lá quem for, mostrou aos americanos que eles não estão sós no mundo, para fazerem o que bem entendem.

   Como uma conjuntura leva à outra, por causa do terrorismo de lá, lembraram que temos uma usina nuclear aqui. Estão cogitando reforçar a segurança, mas não sei pra quê, já que o perigo vem do alto. Lembrando bem, quero parabenizar não sei quem por ter nos avisado quatro meses depois que houve um vazamento. Poderia ser quatro meses já mortinhos da Silva ou outros sobrenomes.

Fonte: Jornal A Palavra, Ano II N° 16, 25 de Outubro de 2001. Autor: Oziel Dionísio de Miranda.