sábado, 15 de fevereiro de 2014

VER ESTRELAS E SORRIR




Vivemos em um mundo conturbado, cheios de incertezas, de medos, greves, mortes de varias formas, a economia no seu descompasso, no corre e corre da vida, enfim todas as mazelas que existem no mundo.
E nesse mundo louco que vivemos, não percebemos que as nossas vidas passam no piscar de olhos, conheço gente que com tudo se estressa, qualquer motivo por mais ínfimo e pequeno que seja “chuta o pau da barraca”.
Alguns amigos meus se irritam comigo por um único motivo por ser calmo “demais”, pense em que contradição, a irritabilidade de alguns acontece pela calma de outros.
No local onde trabalho, certo dia caiu um copo de café, e ouvi de um deles proferir vários palavrões, questionei se conseguiu resolver o problema do líquido derramado, a resposta? Claro! foi um não. Respondi pra eles que se eu soubesse que xingamentos resolveria o problema, ajudaria ele a proferir os impropérios, para o café voltar mais rápido para o copo. O resultado? Lançou palavras “lindas” ao vento e teve que pegar um pano e limpar tudo, sinceramente não recordo se voltou a colocar mais café.
Meu filho tem me ensinado muito, apesar dos seus três anos de idade, gosta de uma chuva, e sendo marinheiro de primeira viajem relutava em deixá-lo tomar banho na chuva. Quando estava com seus dois anos e meio, deixei-o realizar o seu sonho, tomar banho de chuva, aliás, entrei também no molhado, matando a saudade de adolescente. Jogamos bola, corremos no meio da lama, chutamos as poças de água, sorrimos nos abraçamos, mais o melhor momento disto tudo é ver o seu sorriso, aquele rostinho feliz de satisfação, não tem preço que pague esse momento.
São esses momentos simples da vida que vale a pena registrar no nosso dia a dia. Como a música da Banda Catedral diz “Deixa eu te dar a mão, vamos sair por aí, ver estrelas e sorrir”.