quarta-feira, 27 de junho de 2012

A PERSEGUIÇÃO POLICIAL E O CALCANHAR DE AQUILES



Ontem presenciei cenas de filme de ação no terminal de onibus do Soledade II, policiais civis em perseguição a um bandido, que segundo populares já estava atuando a muito tempo no bairro. Na perseguição policial, o bandido tentou passar pela linha do trem, caindo com moto e tudo, em sequencia levanta-se e continua a sua corrida desenfreada de escapar dos policiais, sobe nas grades do terminal e ao descer e alvejado no calcanhar.
Diante de tanta tensão, mulher chorando, gente desesperada ligando para os seus parentes tive tempo de ligar o momento com a História, me lembrei da morte de Aquiles apesar de varias versões, a mais aceita entre elas relata que ele morreu ferido no calcanhar por uma flecha, atirada pelo príncipe Páris.
A mitologia grega diz que a mãe mergulhou Aquiles, recém-nascido, nas águas do Estige “rio que dava sete voltas no inferno”. Este fato tornou o filho invulnerável, salvo pelo calcanhar que não foi banhado, pois a mãe o segurava por esta parte do corpo.
Para vingar a morte de Pátroclo, seu amigo, que sucumbira às mãos de Heitor, matou este último, mas foi mortalmente ferido no calcanhar por uma flecha envenenada arremessada por Paris. Este fato ocorreu durante a famosa Guerra de Tróia que foi retrata na Ilíada de Homero.

Essa expressão “calcanhar de Aquiles” é utilizada até os dias de hoje para representar o ponto fraco e vulnerável de uma pessoa, e pude observar que lenda ou não o calcanhar continua sendo o ponto fraco ou pelo menos um dos pontos fracos do nosso corpo. Quando o policial o acertou toda a estrutura anatômica do bandido foi abaixo e ele não teve condições mais de fugir.