A televisão brasileira manipula sem pudor os corações e mentes dos telespectadores. Aliás, nada mais justo que o nome “espectador”. Somos arrastados a tal ponto pela mídia que ficamos sem consciência, sem vontade própria. Comemos, falamos e usamos conforme o que é jogado na tela. O poder de influência é tão grande sobre nós que nossas crianças sonham em serem os heróis dos programas infantis. E nós, que nos dizemos adultos “conscientizados”, tratamos nossos artistas como semideuses, esquecendo que eles são humanos. O poder de influência é tão grande que o que é certo, torna-se errado e o que é errado torna-se certo.
Somos fantoches diante de tudo isso. Simplesmente somos contados como cabeças de gado, para saber que estação tem maior audiência.
Existe uma facilidade enorme para sermos ludibriados pelo que vemos, mesmo sabendo que não é verdade. A influência de quem está no outro lado da tela é tão grande que qualquer ser inteligente de outro planeta saberia como conquistar a Terra.
Que possamos acordar para a consciência, para o domínio próprio, antes que entremos em coma profundo.
Extraído do Jornal Guarani, Março/2000
Texto de Oziel Dionísio de Miranda