segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O APEGO AOS BENS MATERIAIS

O Senhor e artífice do Universo diz: “Tive fome e não me deste de comer” (Mt 25.42). Qual coração, mesmo que fosse duro como pedra, não se comoveria com estas palavras?


O Senhor passa fome, e você se entrega à gula, desprezando-o tranquilamente. E é bem pouco que lhe pede: um pedaço de pão para saciar a fome. Ele está aí, tiritando de frio, e você se veste de seda. Nem volta os olhos para ele nem lhe demonstra compaixão. Sem piedade, você se afasta. Que perdão pode merecer tal conduta?
Que a nossa meta, pois, não seja acumular, a qualquer custo, mais riquezas do que qualquer outro.pensemos também na maneira melhor de administrá-las para poder ajudar os necessitados. Não exageremos no apego aos bens materiais, que são passiveis de mudança. Eis aí porque o Senhor nos ocultou nosso último dia: para nos manter despertos e vigilantes e, assim, nos incitar ao fervor da virtude: “Vigiai, portanto, porque não sabeis nem o dia nem a hora...” (Mt 25.13).


João Crisóstomo ( c. 354-407 ), in Homilia 50 sobre o Gênesis.